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Beth Ellis: Uma mãe que experimentou a dor de perder um filho e se recuperou ao conhecer o Deus que ele servia.
Clube 700: Beth Ellis vivia sob os holofotes em Londres. Com sua carreira de atriz de sucesso veio o tratamento dado às celebridades e um estilo de vida egoísta.
Mas nada no palco preparou Beth para o drama real que ela iria enfrentar: o desaparecimento de seu filho Adam. Quando Adam não foi para um concerto no famoso Royal Opera Hall, de Londres, Beth recebeu a ligação de uma amiga de Adam, o que viria a se tornar o pior pesadelo de toda mãe. Beth: Eu estava assistindo o noticiário das seis horas na televisão quando o telefone tocou. Era Shenna, a namorada dele daquela época, e eles deveriam ter se encontrado para irem ao Opera Hall, onde iriam assistir algo chamado “The Promenade Concerts”. Ela disse que havia ido buscá-lo, e que os rapazes que dividiam o apartamento disseram que ele não tinha voltado para casa na noite anterior. Então, ela queria saber se Adam havia passado a noite comigo. Eu disse: “Não. Que estranho! Quando foi a última vez que você o viu?” e ela respondeu:”Eu o deixei pescando no canal.” Ele adorava pescar. Enquanto conversávamos sobre o que iríamos fazer em seguida, eu.... de repente, ouvi com meu outro ouvido aquela voz, clara como água, dizendo: “A Polícia de West London está tentando identificar o corpo de um jovem, achado esfaqueado mortalmente, que aparentemente estava pescando sobre o canal da Grand Union.” Ora, aquilo estava perto demais para ser alguma coisa, mas você pensa: “Não, não, não, não pode ser. É uma coincidência. É claro que não é Adam.” Eu disse a Sheena: “Acabei de ouvir uma notícia extraordinária na televisão. Eu preciso ligar para a emergência. Estão tentando identificar o corpo, mas é claro, não é o Adam. Você precisa desligar meu bem, enquanto ligo para a polícia.” E aí a polícia chegou, e me pediram fotografias. Eu achei algumas, e, por fim, eles me disseram: “Sentimos muito sra. Ellis. Tememos que seja mesmo o seu filho. Ele foi esfaqueado no coração.”
Clube 700: Após a investigação, a polícia pensava que o cenário da morte de Adam era algo assim. Depois que Sheena o havia deixado pescando no canal, em Londres, ele fora observado por seu assassino de uma ponte próxima. Quando Adam ficou sozinho, o homem colocou um tijolo dentro de uma meia, e usou isso para derrubá-lo. Depois ele pegou uma das facas de pesca do rapaz e a usou para esfaqueá-lo fatalmente. O motivo do assassinato? Seria roubo. Mas Adam tinha apenas 2 libras inglesas, o equivalente hoje a cerca de R$10 reais. Mas, em meio a esta tragédia, a vida egocêntrica de Beth começou a mudar, pois Adam era cristão, e através de um comovente serviço funerário, Beth foi atraída para a igreja do filho.
Beth: Eu fui até aquela igreja que tinha aquele querido, jovem pastor que havia sido tão bom amigo do Adam. Eu vi todas aquelas pessoas jovens... não eram pessoas em roupas formais, damas de chapéus e luvas. Eram jovens, estavam com os braços para cima e estavam orando a um Deus que eu nunca havia conhecido. De repente, percebi que este era o Deus que Adam queria que eu conhecesse. Ele queria que todos nós conhecêssemos. Clube 700: Mas Beth teve dificuldades em aceitar o assassinato do filho. Por que um Deus amoroso deixaria que algo assim acontecesse? Beth: O pastor me disse: “Beth, você precisa entender: isso é algo que o Senhor nunca desejou. Deus nunca quis que existisse o mal no mundo. Ele queria que fosse um paraíso, como o Jardim do Éden. Mas nós, como homens e mulheres, permitimos que o mal viesse ao mundo ao querermos fazer as coisas da nossa própria maneira, de acordo com nossa vontade. E, por causa disso, o mal estava à espreita, à beira daquele canal. Aconteceu de Adam estar lá, onde o mal estava. Agora, Beth, está totalmente em suas mãos o que você irá fazer com isso.” Clube 700: Beth ouviu os conselhos de seu novo pastor, e um dia sentiu que poderia entregar sua raiva para o Senhor. Beth: Eu fiquei de joelhos, em frente ao sofá e disse apenas: “Querido Deus, querido Jesus, por favor, entrem em minha vida, e assumam o controle dela de agora em diante.”
Clube 700: Beth se tornou cristã aos 60 anos e escolheu fazer serviço missionário com um grupo chamado “YWAM”, juventude com uma missão. Com seu passado de fama e celebridade, Beth recebeu uma missão incomum. Clube 700: Durante 15 meses eu limpei seus toaletes, ou como dizemos aqui na Inglaterra, os banheiros. Fazia as camas, lavava os lençóis e suas toalhas e tudo o mais. Eu aprendi que havia uma quantidade enorme de sujeira em mim. Eu era uma pessoa terrivelmente egoísta, que estava sempre dizendo: “Eu não acho isso justo. Eu não acho que devo fazer isso.” E o Senhor me dizia: “Agüente firme aí, Beth.” Clube 700: Ela também foi para a China, Filipinas, Coréia e África em seu trabalho missionário. Quando voltou a Londres, Beth recebeu o maior papel em uma produção ocidental. O novo diretor de “A Mouse Trap” queria que ela estrelasse sua produção. Beth completou 6 meses de muito sucesso no show, mas o teatro já não tinha a mesma importância em sua vida que um dia havia tido. Ela recusou a oferta de renovar seu contrato. Aos 70 anos, Beth é uma avó ativa. Trabalha constantemente com grupos cristãos e artísticos em Londres. Ela agradece diariamente a Deus pelo legado de Adam. Agora, toda a sua família é uma família cristã.
Beth: Eu acho que foi a dor que me serviu como encorajamento. Adam gostaria que eu usasse, que tornasse a sua morte e a sua perda viável, não apenas para nossa família, pois todos nós nos tornamos cristãos desde então, mas para todos com quem eu entrasse em contato. Que eles também conhecessem o mesmo Jesus maravilhoso e amoroso a quem Adam nos apresentou. |